A escola de tempo integral já é realidade em Várzea Grande. São três unidades que oferecem aos alunos do Ensino Fundamental uma jornada escolar de seis a sete horas diária. Das 7h às 10h e das 13h às 16h os alunos têm seis aulas, entre o ensino ciclado, atividades diversificadas como oficinas culturais (dança, música, teatro e artes plásticas), atividades esportivas (atletismo, ginástica, xadrez e jogos cooperativos), e duas refeições: lanche pela manhã e lanche à tarde, garantindo melhores condições para o aprendizado. 

Além das disciplinas do núcleo comum também são oferecidas orientação à pesquisa e aos estudos, aulas de resolução de problemas matemáticos, hora da leitura, aulas de informática, práticas em salas ambiente de ciências físicas e biológicas, práticas de educação ambiental e qualidade de vida. 

Na Escola Municipal de Educação Básica “Gonçalo Domingos de Campos” – CAIC, por exemplo, são 600 alunos divididos em 17 turmas assistidas integralmente por 15 professores e outros 17 funcionários, em suas necessidades básicas e educacionais. 

“Aqui, ampliamos o aproveitamento escolar, resgatando a auto-estima e capacitando os alunos para atingir efetivamente a aprendizagem, sendo alternativa para redução dos índices de evasão e de alunos retidos no ciclo básico de alfabetização”, explicou o diretor da unidade, Evaldo Mendes da Costa. 

De acordo com o secretário municipal de Educação e Cultura, Isac Nassarden, as escolas em tempo integral visam atender crianças e adolescentes em torno de uma proposta pedagógica que responda às necessidades básicas dos alunos das escolas públicas municipais. 

“As escolas de tempo integral oferecem, além de uma educação de qualidade no turno regular, oficinas pedagógicas no turno inverso, atendendo os estudantes de forma completa. Além de profissionais capacitados, materiais didáticos, e pelo menos duas refeições diárias, garantimos melhores condições para o aprendizado. 

O programa é destinado a crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo, oportunizando-lhes uma maior qualidade de ensino, na medida em que são trabalhados em todas as áreas do conhecimento, ampliando, com metodologias diversificadas, os conteúdos da base curricular”, explicou Isac. 

É necessário, no entanto, a sustentação de infra-estrutura mínima para disponibilizar um ensino eficaz, pois a simples permanência por mais horas dentro de uma escola não é garantia instintiva de aprendizado. O CAIC do bairro São Mateus, por exemplo, além de estrutura física para as diversas atividades e ensino regular já atende a 60 crianças com necessidades especiais. 

“Temos professores capacitados para atender esse público. Mas o objetivo é integrar essas crianças às turmas regulares. Quando elas chegam são preparadas e com o tempo vão sendo integradas”, disse o diretor. 

Para a dona de casa Gessilda Pinheiro, mãe de uma aluna de sete anos com hidrocefalia, o encaminhamento para a o CAIC do São Mateus está sendo fundamental para o desenvolvimento de sua filha. 

“Quando minha filha nasceu com esse problema achei que ela não teria uma vida normal como outras crianças da idade dela, porém o atendimento oferecido aqui em Várzea Grande com terapias específicas e professores especializados está fazendo com que ela seja integrada a uma sala de aula normal”, declarou.