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O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), Manoel Rosa de Figueiredo, recebeu a representante da comunidade quilombola de Mata Cavalo - do município de Livramento -  professora Lene Pinho,  para um momento de diálogo e reflexão sobre a importância da diversidade, do respeito às diferenças e do combate ao racismo estrutural. 

A professora abordou o tema com os profissionais do CMEI durante a realização do segundo eixo: Educação para as relações étnico raciais e diversidade cultural. Foram discutidos aspectos relacionados à cultura, à identidade e à trajetória da população negra e quilombola, reforçando o papel da educação na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de preconceitos.

De acordo com a diretora da unidade escolar, Andreia Cristina Zangari, a temática étnico-racial integra as discussões desenvolvidas no eixo do programa pedagógico, garantindo que o assunto seja trabalhado de forma contínua nas unidades de ensino, não somente nas datas comemorativas, como no dia 20 de novembro. 

“A iniciativa também demonstra que a rede municipal de ensino está atenta às questões sociais que impactam a comunidade escolar, e abordar o racismo e a diversidade dentro das escolas é fundamental para formar estudantes conscientes, capazes de reconhecer as diferenças e contribuir para a construção de relações baseadas na igualdade e no respeito”, destacou.

A diretora ressaltou que a participação da representante quilombola contribuiu para aproximar a educação da realidade e das experiências dessas comunidades, proporcionando aos profissionais da educação um espaço de escuta, aprendizado e reflexão sobre a importância de combater o preconceito e valorizar a diversidade cultural e étnica.

A secretária municipal de Educação destacou que a discussão sobre as relações étnico-raciais precisa estar presente de forma permanente no cotidiano escolar. “A escola tem um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e no enfrentamento de todas as formas de preconceito. Por isso, discutir a diversidade e ouvir representantes das comunidades e trazer essas vivências para dentro da educação é uma forma de fortalecer o respeito, a igualdade e a valorização da nossa história e da nossa cultura”, afirmou.

A secretária disse ainda que a participação da formadora Lene Pinho também proporcionou um importante espaço de escuta e troca de conhecimentos, aproximando os profissionais da educação das experiências, da cultura e da história das comunidades quilombolas.