A equipe de Planejamento Familiar do Centro Integrado da Mulher (CIM), em Várzea Grande, iniciou na semana passada uma nova estratégia de ação para fomentar as demandas existentes no município. O Grupo Multiprofissional está indo até as unidades de saúde e conscientizando as famílias sobre a importância do planejamento e as formas de colocá-lo em prática. 

A diretora do CIM, Maria Alice Ramos, explica que a população abordada tem sido muito receptiva e que as palestras estão despertando o interesse, principalmente das mulheres, que já têm mais de um filho. “Muitas desconheciam que o Município, por meio da Secretaria de Saúde, ofertasse métodos invasivos (cirúrgicos) como a laqueadura e a vasectomia”. 

O secretário de Saúde de Várzea Grande, Reinaldo Della Pasqua, frisa que esta deverá ser a nova postura do Planejamento Familiar, “ou seja, ir até a comunidade, levando informações sobre todos as formas de se evitar gravidez e também, das doenças sexualmente transmissíveis”. Com este trabalho in loco fica mais fácil traçar ações que venham a atender às necessidades das famílias. 

As palestras e abordagens estão sendo feitas nas unidades de saúde, centros sociais e até em igrejas. Na semana passada, a equipes do Planejamento Familiar esteve nas policlínicas do jardim Marajoara, Parque do Lago, jardim Glória e no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Cristo Rei. Maria Alice lembra que a demanda na unidade do Parque do Lago foi tamanha que o trabalho lá se estendeu por dois dias. 

MÉTODOS OFERTADOS – São disponibilizados todos os métodos contraceptivos: camisinha feminina e masculina, mini-pílula, pílula mensal e injetável. Métodos de laqueadura e vasectomia. Há também as cortesias como: Implanom e anel vaginal, além dos métodos de orientação. 

INÉDITO – Em dezembro de 2006, a Secretaria Saúde de Várzea Grande iniciou a implantação do método contraceptivo intradérmico, o Implanom, inovando na assistência à mulher, já que no Estado é a única prefeitura e está entre as poucas do país que oferta este contraceptivo. Na rede privada ele pode ter custo à paciente de até R$ 3 mil. 

O método, um bastonete de quatro centímetros de comprimento por dois milímetros de espessura, é implantado por meio de uma incisão (corte) na parte anterior do braço, região que não atrapalha os movimentos, onde fica por três anos liberando diariamente as doses necessárias de hormônios para inibir a ovulação e evitar a gravidez. É considerado seguro e pode ser abandonado no momento em que a mulher desejar. O procedimento requer anestesia local, pois se trata de uma pequena cirurgia.