A chegada do mês de novembro traz consigo o período das chuvas. Até meados de março, elas são personagens constantes no cotidiano das pessoas. É justamente nesta época do ano que a ocorrência dos casos de dengue se intensificam. O acúmulo de água em pneus, vasos de plantas e garrafas, por exemplo, é o ambiente ideal para o mosquito da dengue se reproduzir.

 

Buscando a conscientização e a mobilização da sociedade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Várzea Grande juntamente com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está realizando, neste fim de semana, a campanha de combate à Dengue. Em alusão ao Dia “D” de combate à doença, os agentes de saúde ambiental estão visitando os principais pontos da cidade conscientizando a população sobre a importância da prevenção e métodos de erradicação dos criadouros de dengue.

 

Segundo dados da divisão de vigilância epidemiológica da SMS, foram notificados 231 casos de dengue clássica este ano. Destes, 131 confirmados No mesmo período do ano passado, o município registrou 1.189 casos da dengue clássica e quatro da hemorrágica. Após exame laboratorial, todos os casos foram confirmados. Vale lembrar que o mês de fevereiro, na maioria das vezes, registra a maior incidência da doença.

 

De acordo com a gerente da vigilância epidemiológica, Rosemeire Oliveira, a redução do número de casos ocorreu em todo o país. Nos últimos dois anos, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil reduziu em 91% o número de casos de dengue. “A população está mais consciente. No caso específico de Várzea Grande, houve a intensificação do trabalho de combate aos focos do mosquito nas regiões mais críticas. Além disso, o aumento no número de PSF’s fez com que a população tivesse mais acesso ao diagnóstico e tratamento da doença”, explica Rosemeire Oliveira.

 

Contudo, o trabalho de prevenção e combate à doença não está restrito a esta época do ano. “O CCZ realiza o trabalho em todo o município durante todo o ano. A cada bimestre, os agentes de saúde ambiental visitam as residências fazendo vistorias, exterminando criadouros e possíveis criadouros do mosquito e orientando os moradores. Além disso, o trabalho educativo e preventivo, por meio de teatro e fantoches, é realizado nas escolas”, informa a coordenadora do CCZ, Luciana Lopes Souto.

 

Em Várzea Grande, conforme o CCZ, os bairros com maior índice de infestação são Mapim; Serra Dourada; Jardim Alá; Maringá I e II, Jardim Primavera e Jardim União. O principal motivo apontado por Luciana Lopes Souto é a falta de abastecimento de água nas residências. “Nesses locais, as pessoas utilizam, por exemplo, latas e tonéis para armazenar água. Na maioria dos casos estes estão destampados, transformando-os em locais propícios para a procriação da larva do mosquito da dengue”.

 

Mesmo sendo a maioria dos casos (90%) de dengue contraídos nas próprias residências, borracharias e ferros-velhos são locais escolhidos, também, pelos mosquitos para se reproduzirem.