Foi comemorado em 20 de outubro, cinco anos de implantação do programa Bolsa Família no país. Criado para apoiar as famílias pobres e garantir a elas o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde. O Bolsa Família é um programa de bem-estar social desenvolvido pelo Governo Federal que visa a inclusão social dessa faixa da população brasileira, por meio da transferência de renda e da garantia de acesso a serviços essenciais.
Conforme dados cedidos pela Secretaria de Promoção e Assistência Social, em Várzea Grande são beneficiadas um total de 9,828 famílias que recebem o incremento na renda mensal, onde a quantia repassada pelo Governo Federal até o momento é de R$ 7.304.317,00.
Desde o ano de 2004 data de implantação do programa, o número de famílias que aderiram ao apoio foi de 7.227 inicial, cujo repasse era de R$ 730.065,00, já em 2007 quatro anos após, a quantidade de famílias atendidas saltou para 10.997 com repasse de R$ 8.843.317,00. Durante os cinco anos de repasse o valor total recebido pelo município foi de R$ 33.793.627,00.
De acordo com o Coordenador do Bolsa família, Elvio dos Anjos, o programa atende crianças de 7 a 15 anos de idade, que estão em fase escolar. O benefício é feito da seguinte forma, se a renda per capita da família alcançar até R$ 120, fica apto a receber o mesmo, onde cada criança recebe o valor de R$ 20. Se a renda for menor que R$ 60 por pessoa, a família recebe também, o valor de R$ 62 na incrementação da renda.
Para manter o benefício, as famílias atendidas precisam cumprir as condicionalidades 85% de freqüência escolar para alunos com idade entre seis e 15 anos, 75% para adolescentes de 16 e 17 anos, e acompanhamento médico para crianças, gestantes e bebês.
Ana Antônia é autônoma e não tem comprovação de renda, desde o ano de 2005 ela fez o cadastro do seu filho, Pedro Luiz, 11, e recebe o valor de R$ 62. “Com essa ajuda de custo, minha renda aumentou. Desde quando fiz o cadastro e comecei a receber o dinheiro, as condições de vida mudaram. Hoje meu filho come bem, veste bem e estuda como uma criança normal”, explica.