Artesã e artista plástica imprimem flora e cultura regionais nos 13 cômodos e pátio da unidade. Oratório, Sala da Memória e salões para exposição e sarau são as novidades 

A construção em adobe e chão de barro - com pelo menos 50 anos, que abriga há mais de três décadas a Casa de Artes Várzea-grandense, foi reformada pelo município. O projeto idealizado e executado pela artesã Luciane Silva de Moraes, redimensionou o espaço que agora abriga Galeria de Memória, Salão para exposição e para sarau, Oratório, salas temáticas para os trabalhos e aulas de rede, música, pintura em tela e tecido; além de duas salas para a administração e almoxarifado. 

Luciane também recebeu a ajuda da artista plástica Marli Ferreira que imprimiu em cada parede a delicadeza de plantas e flores do cerrado mato-grossense além da cultura e religiosidade locais. De acordo com a coordenadora da Casa de Artes, Fátima Sé, “a reforma deu vida nova ao espaço que recebe diariamente visitantes, artesãos e alunos. Até mesmo nós funcionários estamos nos sentindo mais animados e contentes em trabalhar em um ambiente tão bonito e agradável”. 

Fátima Sé também destaca que a artesã e a artista plástica escolhidas para trabalharem na reforma da Casa de Artes são funcionárias da unidade. “Luciane é funcionária da Casa e Marli é professora de artes plásticas em nossa unidade. A escolha pelas duas foi para valorizar essas profissionais talentosas e para oportunizar a pessoas que vivem o dia-a-dia da Casa de Artes a modernização do seu local de trabalho através do que elas sabem como ninguém fazer: Arte”, disse Fátima. 

Com a reforma interna e da facha, a Casa de Artes, volta a funcionar plenamente com o seu acervo permanente e cursos de artes, artesanato, costura e música. “Desde sua inauguração como Casa de Artes em 1972 e depois em 1984, o prédio sofreu reformas, mas não uma tão completa como esta. Com essa valorização o Município readquire o status de guardião de nossa memória e tradição”.